Sábado, Novembro 17, 2007

Plagiando


1) Feriado? O que significa mais um feriado senão mais gente nas praias, massacre nas estradas e o país economicamente paralisado? O que isso tem a ver com a “negritude”, com o respeito racial, com os escravos (mesmo brancos) em fazendas perdidas pelo imenso Brasil?
2) No meu entendimento, isso é puro racismo ao contrário, porque selecionar raças – sob qualquer pretexto – já é discriminação.
3) Como ficariam então os brancos, os amarelos, os mamelucos – e toda a miscigenação que compõe a população brasileira? Como elaborar uma “Constituição paralela” com centenas de artigos que tentariam botar alguma ordem nesse imbróglio racial?
4) O caminho da exaltação às raças pseudominoritárias é absurdo. Ninguém é melhor que o outro só pela cor da pele ou por descendência. O que diferencia (e discrimina) as raças é o comportamento social e profissional dos que se consideram majoritários – e que exercem, até inconscientemente, seu poder econômico.
5) Por várias experiências pessoais ligadas a negros e negras amigos, constato que existe atuante um forte preconceito entre eles mesmos. Claro que há explicações psicológicas e sociológicas para o fenômeno. Entretanto, parece-me claro que isso de certa forma compromete a propalada isenção da luta pelo anti-racismo em relação à raça.
Por estas considerações – que me desculpe o senador Paim e os genuflexos adeptos da 'obra poética' dele – não reconheço o feriado da Raça Negra. Isso não passa de homenagem inócua.
Bull-chit.


"Minás Kuyumjian Neto"